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Planet Under Pressure – 2012

3 de maio de 2012

O Encontro Planet Under Pressure aconteceu em Londres no final de março de 2012, onde participaram do evento 3.018 delegados, 3.500 de forma virtual, 150 centros de ciência e tecnologia e mais de 12.000 pessoas assistiram às plenárias.
Os documentos liberados durante a conferência estão disponíveis no site www.planetunderpressure2012.net e farei um pequeno resumo com base nos “policy papers” liberados durante o encontro.
Estes “policy papers” referem-se a nove áreas específicas:
1. Segurança hídrica
2. Segurança alimentar
3. Transformando as instituições e a governança
4. Biodiversidade e ecossistemas
5. Riscos interconectados e soluções
6. Bem estar humano
7. Economia Verde
8. Visões sobre energia
9. Saúde global

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UNEP-FI – Entrevista EF

3 de maio de 2012

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – Iniciativa Finanças, foi criado em 1992, logo após a Conferência Rio’92, visando estender os conceitos de desenvolvimento sustentável para o sistema financeiro.

Desde então, diversas iniciativas foram implementadas em todo o mundo, desde projetos-piloto para testar hipóteses até grandes políticas e práticas para fomentar a economia verde.

Para se ter uma ideia do que representa esta iniciativa, o volume de investimentos em energia limpa subiu de US$ 53 bilhões em 2004 para US$ 260 bilhões.

Pensando em termos de longo prazo, o que é raro nas instituições mais sujeitas aos ventos políticos, parece-me que há uma disposição de investidores em exigir das instituições nas quais investem compromissos sérios e mensuráveis com a sustentabilidade.

Tal fato impõe riscos para aquelas instituições cujas estratégias de sustentabilidade assentam-se somente em posicionamento de marca, sem a métrica para analisar suas ações. Só para se ter uma ideia, o lançamento do UNEP-FI em 2006 tinha a presença de executivos de instituições que gerenciavam mais de US$ 4 trilhões em fundos. Isso é pressão de investidores.

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Efeitos da regulação sobre o comércio marítimo – EF

3 de maio de 2012

A água de lastro de navios que chegam aos EUA deverá ser tratada antes do descarte nas águas norte-americanas. A medida foi exigida pela Guarda Costeira dos EUA e a Organização Marítima Internacional imediatamente propôs medida semelhante a ser ratificada em tratado internacional.

A justificativa para adoção desta nova medida foi a ameaça ecológica, econômica e dos problemas de saúde devido à diversidade de espécies marinhas carregadas na água de lastro. 31 países, responsáveis por 27% da frota comercial global, ratificaram as medidas.

O mercado para este tipo de iniciativa foi estimado pela UBS em 7 bilhões até 2016, caso a regulação da IMO seja adotada, com cerca de 50.000 navios tendo que ser reformados para adequar-se às novas exigências de tratamento.

Este é um exemplo claro de como as regulações ambientais podem criar um mercado demandante e ainda influir positivamente na qualidade ambiental.

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Environmental Finance de abril/2012

3 de maio de 2012

Alguns dados preocupantes sobre a evolução das emissões de gases de efeito estufa e suas consequências.

1. Sob as políticas atuais sendo implementadas, as emissões de GEE serão 50% maiores em 2050, apontando para um aumento de 3 a 6 graus no fim do século XXI.

2. 10% da atual biodiversidade terrestre será perdida até 2050, com 13% a menos de florestas e 2,3 bilhões de pessoas vivendo em bacias hidrográficas sob severo estresse hídrico.

3. A poluição do ar será a principal causa ambiental de mortalidade prematura, à frente das mortes causadas por água contaminada ou falta de saneamento.

De acordo com o Secretário Geral da OECD, Angel Gurría, “os custos e consequências da inação são colossais, em termos econômicos e humanos”.

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Environmental Finance de abril/2012

3 de maio de 2012

A publicação Environmental Finance publica artigos sobre o mercado ambiental global que demonstram como as adaptações à regulação e o crescimento do mercado estão requerendo das empresas mais estratégias adaptativas e ações efetivas para reduzir o impacto ambiental de suas atividades.

Uma das novidades mais interessantes deste mês é o relatório “Environmental Outlook to 2050 – The Consequences of Inaction”, lançado pela OECD. Um levantamento completo sobre os prováveis cenários de evolução das relações entre os processos econômicos e sua interface com o ambiente. Leitura obrigatória para quem lida com cenários.

 

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China e Parques Eco Industriais

30 de abril de 2012

A China tem 1568 parques industriais, que promovem grande parte do output econômico do país. Cerca de 15 deles estão organizados em Parques Ecoindustriais demonstrativos e outros 45 testam o conceito de Simbiose Industrial. É uma inovação e tanto, tendo em vista que o programa iniciou-se em 2001 e, mais espantoso ainda, que não havia regulamentação sobre as atividades das indústrias até a segunda metade da década de 1990.

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Simbiose industrial – Conceito novo?

30 de abril de 2012

A ideia de parques industriais com resíduo zero é o ponto de partida do conceito de simbiose industrial. Neste tipo de iniciativa, gerada principalmente pela pressão exercida pelos custos de disposição de resíduos, regulações ambientais mais restritas e as preocupações sobre a degradação ambiental tem levado diversas empresas a rever seus estratégias.
Um dos pontos principais do conceito de simbiose industrial é a relação mutualmente benéfica entre empresas integrantes de um ecossistema industrial, onde uma empresa aproveita os resíduos como novos insumos para processos produtivos.
Esta não é somente uma ideia. Ecossistemas industriais existem em seis continentes e foram incorporados em todos os níveis de política como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento econômico, crescimento verde, inovação e eficiência no uso de recursos. Na Europa, por exemplo, a política para uma Europa Eficiente no uso de Recursos recomenda a Simbiose Industrial para todos os membros da União Europeia visando gerar ganhos na gestão de recursos.
A OCDE também reconhece a simbiose industrial como uma inovação sistêmica para o crescimento verde. A China, que muito criticamos mas não conhecemos sob o ponto de vista ambiental, tem um programa de parques ecoindustriais desde 2001, com 60 sites industriais implantados tendo a visão de Simbiose Industrial como pano de fundo e, mais a fundo, como estratégia fundamental para promover a eficiência no uso de recursos e redução da poluição.
A Coreia do Sul iniciou em 2005 seu Plano Nacional de Parques Ecoindustriais como parte de sua estratégia para o crescimento verde.
Os pesquisadores Chertow e Ehrenfeld desenvolveram uma teoria para o desenvolvimento de simbiose industrial com três estágios:
1. Atores interagem formando sinergias, primeiro visando o mercado, depois dinamicamente, com uma evolução randômica. O número de sinergias e interações, as regulações ou as reduções de custos não são suficientes para assegurar a emergência de uma rede de Simbiose Industrial
2. No segundo estágio, os benefícios líquidos destas sinergias devem ser divulgados e defendidos na esfera pública, causando a emergência de instituições para regular o funcionamento das redes para gerar normas e crenças para facilitar a implantação e a estabilidade da rede.
3. No terceiro estágio, as instituições surgidas das interações entre os atores intensificam sua ação e estendem sua ação a toda a região.
A propriedade emergente característica destes sistemas auto-organizados é que os benefícios destas interações são resultado direto da evolução destes ecossistemas, que propiciam um “momentum” próprio.
Alguns autores defendem que a definição de Simbiose Industrial deve sustentar-se na ecoinovação e nas redes para disseminação de conhecimentos, porém colocam três desafios principais para o estabelecimento das fronteiras da simbiose industrial: Que entidades participariam deste tipo de iniciativas, qual o foco da iniciativa, a geração de empregos tem prioridade sobre a eficiência de recursos? E o engajamento com outros parceiros não tradicionais?
Algumas hipóteses precisam ser estudadas para verificar a viabilidade deste conceito:
1. Os benefícios ambientais e econômicos são suficientes para tornar as simbioses industriais uma regra?
2. A relação fornecedor-consumidor deste tipo de iniciativa é a mesma relação que as tradicionais relações de mercado?
3. A inserção social da empresa é um pré requisito para a emergência de uma simbiose industrial?
4. A Simbiose industrial é efetiva na geração de inovação?

Os próximos posts serão feitos com base no Journal of Industrial Ecology – Special Issue on Industrial Symbiosis.

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Rio +20 – Visão da Environmental Finance

17 de abril de 2012

A edição de março de 2012 da Environmental Finance traz uma reportagem especial sobre a Rio  +20 e algumas expectativas sobre o evento.

Cerca de 50.000 participantes são esperados para analisar o quanto a sociedade evoluiu na questão desde a Rio’92 e para propor soluções para o desenvolvimento sustentável.

A publicação, no entanto, sustenta que a falta de ambição das proposições aponta para a ausência de acordos com metas como resultado da conferência, apesar de reconhecer que alguns avanços em energia sustentável e os relatos ambientais das corporações.

A publicação afirma que a ONU convidou as empresas a participarem da discussão do rascunho do documento a ser negociado no evento, representadas pelo WBCSD.

 

 

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Environmental Finance de Março/2012

17 de abril de 2012

Uma referência muito interessante para quem trabalha com sustentabilidade é a revista Environmental Finance. Esta publicação é especializada em monitorar o mercado da sustentabilidade no que se refere a inovação, finanças, regulação nos países desenvolvidos e demais iniciativas envolvendo repasse de recursos para financiar processos sustentáveis via mercado.

Algumas notícias interessantes sobre as finanças ambientais…

1. 300 companhias de seguros nos EUA serão obrigadas a detalhar como os riscos das mudanças climáticas impactarão seu portifólio de projetos. A iniciativa é da Associação Nacional dos Corretores de Seguros.

A proposta é que os dados obtidos por este detalhamento sejam utilizados para subsidiar o risco das mudanças climáticas para as seguradoras.

Esta iniciativa tem por objetivo servir como benchmark sobre como estão sendo abordados os efeitos das mudanças climáticas pelas seguradoras.

2. O Banco de Investimento Europeu, banco de fomento da União Europeia, emprestou 18 bilhões de euros para “ação climática”. No ano de 2011 foram emprestados 61 bilhões de euros no total. 5,5 bilhões de euros para investimento em energia renovável, 8 bilhões de euros para transporte sustentável e 1,3 bilhão de euros para eficiência energética. Em 2010, foram 6,2, 7,9 e 2,3 bilhões de euros para cada um destes tópicos, respectivamente.

3. 92 bancos e investidores globais que gerem 10 trilhões em fundos lideraram uma iniciativa para exigir de 415 empresas a gestão e redução de suas emissões de gases de efeito estufa. Esta iniciativa enquadra-se na Carbon Action Initiative, coordenado pelo Carbon Disclosure Project (CDP).

Espera-se com esta iniciativa a redução dos riscos de longo prazo relacionados às mudanças climáticas.

 

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Rio + 20 e grupos de pressão

28 de março de 2012

Ao aproximar-se a Conferência Rio +20, as movimentações políticas começam a surgir, com vários relatórios científicos sendo lançados para referendar e direcionar as discussões que serão realizadas no âmbito da Conferência, visando influenciar o máximo possível os resultados finais e seus documentos.

Apesar de muito do conteúdo ser aspiracional, não há dúvidas que influenciam políticas, planos, programas e projetos em todo o mundo. O autor Le Preste, em sua análise da Rio ’92, identificou diversos grupos de pressão agindo durante o período desta conferência.

Os Estados Nacionais, Organizações Não-Governamentais, Organizações Paraestatais, Organizações Empresariais, Organizações da Sociedade Civil, cada uma destas lança seu material visando botar na mesa sua visão de sustentabilidade (não se espantem, são várias visões diferentes), muitas vezes com o apoio de grupos científicos e estudos, que variam seus resultados de acordo com o financiamento para pesquisa recebido.

Durante esta semana, de 26 a 29 de março, a Conferência “Planet Under Pressure” está acontecendo. Resumirei em 9 posts diferentes os documentos para discussão colocados à disposição do público.

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